Joaquim Nabuco é considerado um dos historiadores mais icônicos do Brasil

O dia 19 de agosto é marcado no Brasil como o Dia do Historiador. Mas você sabia que o historiador homenageado com a data é também advogado? Conheça abaixo a biografia de Joaquim Nabuco, político, diplomata, historiador, jurista, orador e jornalista brasileiro. Sua trajetória controversa é marcada pela defesa da abolição da escravatura e pela manutenção da monarquia.

Quem foi Joaquim Nabuco?

Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo nasceu em Recife, em 19 de agosto de 1894. Tornou-se Bacharel em Letras e, 1865. Logo, em 1986 iniciou seus estudos na Faculdade de Direito de São Paulo, onde foi colega de Castro Alves e Ruy Barbosa. Completou o curso de Direito 1870, já em Recife, sua cidade natal. Nesse ano, defendeu o escravo Tomás, condenado a morte por assassinar seu dono e um soldado. Nabuco conseguiu reduzir a pena para prisão perpétua. Na época, escreveu o livro “A Escravidão”, que embora publicado postumamente, foi o título que deu início a sua longa carreira literária.

Nabuco, que foi educado e criado por uma família escravocrata, optou pela luta em favor dos escravos. Essa foi sua principal bandeira quando atuou como deputado, eleito pelo estado de Pernambuco. Por outro lado, defendia a manutenção da monarquia, com quem tinha fortes laços, sendo inclusive diplomata do Império do Brasil. Mesmo após a Proclamação da República, 1889, Nabuco reafirmou sua fidelidade ao regime monárquico.

Após esse período, acabou abandonando a vida pública e passou a se dedicar aos seus estudos e obras. Nessa fase, Joaquim Nabuco viveu no Rio de Janeiro, exercendo a advocacia e fazendo jornalismo. Em 1887, fez parte do grupo de pensadores responsáveis pela criação da Academia Brasileira de Letras.  Foi fundador da cadeira nº 27, que tem como patrono Maciel Monteiro. Designado secretário-geral da Instituição, exerceu o cargo até 1899 e de 1908 a 1910. Joaquim Nabuco morreu aos 60 anos, em Washington (EUA), após ser acometido por uma doença congênita.

Fontes: Academia Brasileira de Letras e UOL Educação

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